Quanto custa anunciar no ChatGPT? Entenda CPC, CPM e o CPC - HotelariaWeb
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Você provavelmente já viu que agora a OpenAI anunciou que o ChatGPT vai ter anúncios e, consequentemente, a pergunta que todo hoteleiro vai se fazer é: quanto isso vai custar no meu orçamento de marketing? E faz sentido. Antes de colocar dinheiro em uma campanha, o gestor quer saber se o clique é caro, quanto precisa investir e se o orçamento compete com Google Ads ou Meta Ads.

O problema é que olhar apenas para o preço do clique pode levar a uma conclusão errada.

Para um hotel, um anúncio não é bom porque trouxe a visita mais barata ao site. Ele é bom quando consegue transformar investimento em reservas e receita dentro de um custo que faça sentido para o negócio.

É por isso que a discussão sobre os anúncios no ChatGPT vai muito além de descobrir um CPC médio.

A OpenAI já trabalha com modelos de cobrança como CPM, CPC e oCPC e já apresentou algumas referências iniciais para os anunciantes. Esses dados ajudam a entender como a nova mídia está sendo estruturada, mas ainda não respondem à pergunta mais importante para a hotelaria: quanto custa transformar esse clique em uma reserva direta?

Para chegar a essa resposta, primeiro precisamos entender como cada modelo de cobrança funciona — e por que um clique aparentemente caro pode, em alguns casos, ser muito mais interessante para um hotel do que um clique barato.

Quanto custa anunciar no ChatGPT hoje?

O ChatGPT Ads ainda é um ambiente publicitário novo e não existe uma tabela universal dizendo quanto cada anunciante pagará.

A OpenAI trabalha atualmente com diferentes objetivos de campanha, que determinam tanto a forma de otimização quanto a cobrança:

  • CPM: custo por mil impressões.
  • CPC: custo por clique.
  • oCPC: custo por clique otimizado para conversões.

No modelo CPC, a OpenAI orienta os anunciantes a começarem com um lance máximo entre US$ 3 e US$ 5 por clique.

A palavra “máximo” faz bastante diferença.

Se um hotel configurar um lance máximo de US$ 4, por exemplo, isso não significa que cada visita ao site custará US$ 4. Esse é o teto que o anunciante aceita pagar naquele leilão.

O valor real pode ficar abaixo disso.

Além disso, a OpenAI utiliza um leilão de segundo preço ponderado pela relevância. Em termos simples, não é apenas quem oferece o maior valor que necessariamente vence. A relevância do anúncio também participa da seleção.

Por isso, ainda é cedo para transformar a recomendação de US$ 3 a US$ 5 em uma previsão de quanto hotéis brasileiros pagarão por clique.

CPC, CPM ou oCPC: qual é a diferença?

Os três modelos atendem a objetivos diferentes.

No CPM, a campanha busca alcance e visibilidade. O anunciante paga pelas impressões, considerando blocos de mil exibições.

Pode fazer sentido, por exemplo, quando a prioridade é exposição da marca.

No CPC, o objetivo muda para gerar tráfego. O hotel paga por clique válido no anúncio.

É uma lógica bastante conhecida por quem já trabalha com mídia digital: o anúncio aparece, o usuário se interessa e clica para acessar o site ou a página indicada.

O oCPC dá mais um passo.

Nesse caso, a campanha continua sendo cobrada por clique, mas o sistema busca otimizar a entrega para pessoas com maior probabilidade de realizar determinado evento de conversão depois do clique.

Isso é importante porque o nome pode causar alguma confusão:

oCPC não significa que o anunciante paga somente quando ocorre uma conversão.

A cobrança continua acontecendo por clique válido. A diferença está no que o sistema tenta otimizar.

Para usar oCPC, a OpenAI exige que o acompanhamento de conversões esteja configurado e que seja selecionado um evento de conversão compatível.

O clique de US$ 5 é caro ou barato para um hotel?

Depende.

E talvez essa seja a discussão mais importante deste artigo.

Imagine dois hotéis anunciando.

O Hotel A paga o equivalente a R$ 8 por clique.

O Hotel B paga R$ 15.

Olhando apenas para o CPC, parece evidente que o Hotel A tem uma campanha melhor.

Agora imagine que, a cada 100 cliques, o Hotel A consegue uma reserva direta, enquanto o Hotel B consegue cinco.

A análise muda completamente.

É por isso que considero perigoso transformar CPC em sinônimo de eficiência.

Clique barato que não gera negócio continua sendo custo.

E clique mais caro pode ser excelente se trouxer um hóspede qualificado, gerar uma reserva de valor relevante e manter o custo de aquisição dentro de uma margem saudável para o empreendimento.

Para hotelaria, o indicador mais importante está depois do clique

O próprio Ads Manager Beta já apresenta métricas como impressões, cliques, gasto, CTR, CPC médio, CPM médio e conversões.

Isso nos permite começar a enxergar o ChatGPT Ads dentro de um funil de aquisição mais completo.

Para um hotel, poderíamos pensar em algo como:

anúncio → clique → acesso ao site → consulta de disponibilidade → início da reserva → reserva confirmada → receita.

É justamente aqui que a análise fica mais interessante.

Imagine uma pousada que invista R$ 1.500 em uma campanha.

A campanha gera 150 cliques.

O CPC médio seria de R$ 10.

Mas essa informação, isoladamente, diz muito pouco.

Se nenhum desses visitantes reservar, tivemos tráfego, mas não necessariamente resultado comercial.

Agora imagine que esses mesmos 150 cliques gerem dez reservas diretas, totalizando R$ 12 mil em receita atribuída à campanha.

De repente, os R$ 10 por clique deixam de ser a principal informação.

A discussão passa a ser:

  • quanto custou cada reserva?
  • qual receita essas reservas produziram?
  • quanto retornou para cada real investido?

É esse raciocínio que deveria orientar a decisão do hoteleiro.

Um CPC menor nem sempre significa uma campanha melhor

Essa discussão não é exclusiva do ChatGPT.

No marketing hoteleiro, é relativamente fácil cair na armadilha das métricas intermediárias.

Mais impressões parecem boas.

Mais cliques parecem melhores.

CPC menor parece ótimo.

Mas nenhuma dessas métricas paga uma diária.

O objetivo de uma campanha de aquisição para um hotel precisa estar conectado ao resultado de negócio.

Por isso, além de CPC e CPM, eu acompanharia indicadores como:

  • taxa de conversão;
  • custo por reserva;
  • CAC;
  • receita atribuída;
  • ROAS;
  • valor médio das reservas geradas.

E acrescentaria uma comparação que considero especialmente importante para hotelaria:

valor da reserva direta versus custo para adquiri-la.

Uma reserva de R$ 3.000 conquistada com R$ 150 de investimento em aquisição conta uma história muito diferente de uma reserva de R$ 350 adquirida pelo mesmo custo.

Onde o oCPC pode ficar interessante para hotéis?

É justamente nessa lógica que o oCPC merece atenção.

Em vez de pedir ao sistema apenas para encontrar pessoas com maior probabilidade de clicar, o anunciante pode selecionar um evento de conversão para orientar a otimização.

A documentação atual da OpenAI cita eventos posteriores ao clique, como compra, cadastro e envio de lead.

Para a hotelaria, o potencial fica claro.

O objetivo não deveria ser simplesmente encontrar pessoas dispostas a visitar o site de um hotel. O ideal é encontrar usuários com maior probabilidade de avançar na jornada comercial.

Mas existe uma condição fundamental: a mensuração precisa estar bem configurada.

A OpenAI oferece recursos de acompanhamento de conversões por Pixel JavaScript e API de Conversões. Também é possível utilizar parâmetros UTM nos links dos anúncios para acompanhar o tráfego em ferramentas de analytics.

Sem rastreamento, o hotel corre o risco de voltar à velha pergunta:

“Recebemos muitos cliques. Mas eles trouxeram reservas?”

Então quanto um hotel deveria investir no ChatGPT Ads?

Neste momento, eu evitaria estabelecer um orçamento padrão.

O ChatGPT Ads ainda está em fase beta, os resultados variam entre anunciantes e ainda precisamos acumular dados específicos do setor hoteleiro.

Mais importante do que começar com um grande investimento é estruturar um teste que permita aprender.

Isso significa definir previamente:

  • quanto será investido;
  • qual é o objetivo da campanha;
  • qual conversão será acompanhada;
  • como as reservas serão atribuídas;
  • qual custo por reserva é aceitável;
  • e qual resultado justificaria aumentar o investimento.

Sem essas respostas, o hoteleiro corre o risco de olhar para um painel cheio de métricas e continuar sem saber se a campanha trouxe dinheiro para o negócio.

A pergunta não é “quanto custa o clique?”

Eu acredito que essa será uma das discussões mais importantes conforme a publicidade no ChatGPT ganhar espaço.

Naturalmente, todos vão querer benchmarks.

“Qual é o CPC médio?”

“Quanto outros hotéis estão pagando?”

“ChatGPT Ads está mais barato que Google Ads?”

Essas comparações serão úteis quando tivermos volume suficiente de dados.

Mas elas não deveriam determinar sozinhas onde investir.

Se um clique no ChatGPT custar mais do que um clique no Google, mas gerar reservas com melhor custo de aquisição, o ChatGPT poderá ser o canal mais eficiente.

Se acontecer o contrário, não importa o quanto a nova plataforma seja interessante: o orçamento precisará ser revisto.

Na HotelariaWeb, já trabalhamos marketing digital para hotéis e pousadas olhando para reservas diretas, rastreamento de leads e aquisição, e essa mesma lógica precisa acompanhar a chegada de novos canais.

Porque a novidade aqui não deveria ser simplesmente poder anunciar dentro do ChatGPT.

A verdadeira oportunidade será descobrir quanto custa conquistar uma reserva a partir de uma conversa que já demonstra intenção de viagem.

No fim, o CPC é apenas uma parte dessa conta.

A métrica que interessa ao hotel continua sendo o resultado que chega depois do clique. Vamos conversar mais sobre isso? 

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