PageSpeed: uma nota baixa significa que o site do meu hotel é ruim?
Você recebe um relatório do site, vê uma nota em vermelho e logo pensa: “Será que meu site está ruim? É por isso que não apareço no Google? As inteligências artificiais vão deixar de indicar meu hotel?”
Calma: essa nota, sozinha, não responde a nenhuma dessas perguntas.
Ferramentas como o PageSpeed ajudam a identificar melhorias no carregamento e no funcionamento de uma página. Mas não avaliam tudo o que faz um site ser útil para o hóspede e para o seu negócio.
O que esses testes mostram?
De forma simples, PageSpeed Insights, do Google, verifica como uma página carrega e funciona. Depois, apresenta notas e sugestões de melhoria.
É como uma vistoria que observa uma parte do funcionamento do site. Ela pode apontar problemas importantes, mas não diz se as fotos despertam vontade de viajar, se as informações ajudam a escolher uma acomodação ou se o site está gerando reservas.
A nota de desempenho não é uma nota de popularidade, de posição no Google ou de chance de ser recomendado por uma IA.
Um site de hotel precisa mostrar a experiência
Antes de reservar, o hóspede quer conhecer o quarto, conferir o banheiro, ver a piscina, entender a localização e descobrir o que está incluído na estadia.
Por isso, um site de hotelaria costuma reunir fotos, descrições, mapas, vídeos e ferramentas de reserva. Tudo isso tem uma função: ajudar a pessoa a decidir com mais confiança.
Uma página com apenas texto pode ser muito leve. Mas você escolheria uma hospedagem sem conseguir ver como ela é?
Retirar fotos e informações apenas para melhorar uma nota pode deixar o site mais rápido, mas também menos útil para quem está planejando a viagem.
O mesmo vale para agências de turismo, atrativos, restaurantes, imóveis e lojas virtuais: as pessoas precisam conhecer o que estão contratando.
Isso não significa aceitar um site lento. É possível manter boas imagens e informações completas, melhorando a forma como elas carregam.
Página só texto x Booking.com: comparativo com nota máxima
A página Words (https://justinjackson.ca/words.html) foi criada apenas com texto como teste e mostra no PageSpeed nota máxima. Porém ele não tem fotos, links ou outros recursos.

Já a Booking.com é famosa, repleta de informações e permite pesquisar hospedagens e consultar opções de viagem. Ela possui muitas páginas, diversas fotos, recursos de reservas, pagamento, entre outras funções.

Veja o desempenho no PageSpeed. Uma tem 99 de pontuação e a outra 33. Mas isso não quer dizer que o site da Booking.com é ruim. São páginas com objetivos e recursos diferentes.
Até sites de lugares muito conhecidos podem ter notas baixas
No teste do site do Kenoa Exclusive Beach Spa & Resort (um dos lugares mais conhecidos e desejados de Alagoas), a nota 39 em desempenho e 77 em acessibilidade, mas o site é extremamente atrativo e apto para reservas diretas, com todos os recursos, imagens e texto que um hóspede precisa para entender e decidir pelo local.

Ainda o Salinas Resort em Maragogi, recebe nota 31 em desempenho, mas com SEO de 100, sendo um dos resorts mais famosos e concorridos da região, com excelente posição no ranking do Google e sendo indicado pelas inteligências artificiais.

Esses exemplos ajudam a entender os limites da nota de desempenho no PageSpeed. Elas não indicam que um site esteja bem posicionado nas buscas ou seja recomendado por uma IA.
E para aparecer no Google?
Ter uma nota alta não garante aparecer primeiro. E ter uma nota baixa não significa ficar de fora.
O Google procura apresentar resultados relevantes para aquilo que a pessoa está buscando. A velocidade faz parte dessa avaliação, mas não é o único ponto considerado.
Pense em alguém procurando uma pousada para viajar com crianças. Um site precisa explicar onde a pousada fica, como são as acomodações e quais serviços oferece para a família. Carregar rápido é importante, mas não substitui essas informações.
O próprio Google esclarece que bons resultados nos indicadores de experiência da página não garantem as primeiras posições.
Por isso, para saber se um hotel está sendo encontrado, é necessário acompanhar sua presença nas buscas e os acessos recebidos. A nota do PageSpeed, isoladamente, não mostra isso.
E as indicações pelas inteligências artificiais?
Nas orientações públicas consultadas do Google e da OpenAI, não existe uma nota mínima de PageSpeed que o site precise alcançar para aparecer nas respostas de IA do Google ou na busca do ChatGPT.
Imagine uma pergunta como: “Onde posso me hospedar perto da praia, com estrutura para crianças?”
Uma nota 100 não informa se o hotel atende a esse pedido. Para fundamentar uma resposta, são necessárias informações sobre o estabelecimento: localização, acomodações, serviços e características da experiência oferecida.
Por isso, vale cuidar das informações do site, mantê-las atualizadas e permitir que os sistemas consigam acessá-las. Mesmo assim, nenhuma nota ou ajuste isolado garante uma recomendação.
Então, com o que o hotel deve se preocupar?
Em vez de olhar apenas para o número, observe a experiência de quem visita o site:
- A página abre sem uma espera que atrapalhe a navegação?
- As fotos aparecem bem e mostram o que o hóspede precisa conhecer?
- As informações sobre quartos, localização e condições da reserva são fáceis de encontrar?
- Os botões de WhatsApp e de reserva funcionam no celular?
- O site está trazendo contatos e oportunidades de hospedagem?
Se existem problemas, eles precisam ser corrigidos. Muitas vezes, isso envolve ajustar o tamanho dos arquivos das fotos, retirar recursos sem uso e melhorar o funcionamento das ferramentas, preservando o que ajuda o hóspede a escolher.
A nota é uma parte da história
O PageSpeed é útil para orientar melhorias. Mas um bom site de hotelaria também precisa apresentar bem o empreendimento, esclarecer dúvidas, facilitar o contato e ajudar a transformar interesse em reserva.
Não é preciso escolher entre um site bonito e um site rápido. O objetivo é combinar boa apresentação, informações úteis e uma navegação agradável.
Na HotelariaWeb, olhamos para essa jornada completa: como o viajante encontra o hotel, o que ele descobre no site e como chega até o pedido de reserva.
Porque, no fim, a nota do relatório é apenas um dos indicadores. O site precisa funcionar bem para quem pode se tornar seu próximo hóspede.
Fontes para consulta
- Google: o que o PageSpeed Insights avalia.
- Google: experiência da página e posição nas buscas.
- Google: como os sites aparecem nos recursos de IA.
- OpenAI: informações sobre a busca do ChatGPT.
Relatórios dos exemplos: Booking.com, Salinas Maragogi, Kenoa e Words.
Olá! :)
Sou Sara, consultora da HotelariaWeb!
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